Batista Re no alvo de Octavio Ruiz

Haja vista toda a polêmica em torno dos lefebvrianos, das dezenas de perguntas sobre de quem foi a culpa do tamanho rebuliço surgido após o levantamento das excomunhões, mais uma palavrinha que pode lançar mais perguntas. Octavio Ruiz (arcebispo colombiano e também secretário da Comissão para Assuntos Latino-Americanos), em entrevista ao jornal El Tiempo "assegurou que ele não foi o culpado pelo escândalo dos bispos lefebvrianos, que a revogação da excomunhão não foi uma decisão sua, mas sim colegiada, que o porta-voz do Papa foi imprudente ao indicá-lo e que depois se desculpou por meio de uma carta, e que quem realmente tinha que saber se um desses bispos negava o genocídio da II Guerra Mundial era o Prefeito para os Bispos, o cardeal Giovanni Batista Re."
Fonte iHu

Protege mi vida!


Esse é o cartaz que a Conferência Episcopal da Espanha espalhou por toda a cidade a fim de fazer frente no debate público sobre o aborto no país. Dando mais uma apimentada na polêmica, María Teresa Fernández de la Vega, vice-presidente do governo, defendeu ante o cardeal Bertone, a reforma da lei do aborto, que a amplia.

Judeus salvos por católicos: fundação busca testemunhos

Por ocasioão da visita de Bento XVI à Terra Santa a Fundação Internacional Raoul Wallenberg faz um apelo internacional para obter testemunho de judeus salvos por católicos na Segunda Grande Guerra. Abaixo alguns contatos da Fundação para aqueles que têm alguma coisa a falar:

E-mail - dannyrainer@irwf.org
Telefone: + 1 212 7373275 (Nova York), + 54 11 4382 7282 (Buenos Aires), + 972 2 62579916 (Jerusalém).

"Playmo-bibel"


Muito interessante e, vamos dizer, "pastoral", as cenas bíblicas contruídas com Playmobil pelo padre Markus Bomhard. Elogiado até por Bento XVI, Bomhard será processado pela empresa que fabrica os bonecos. O motivo no G1.

Bento XVI e a SIDA

Eis as palavras de Bento XVI que causaram tanta incompreensão pelo mundo afora.

ActHope


O grupo da ActHope, aquele que tentou impedir a manifestação do ActUp em Paris contra Bento XVI disponibilizou na internet para seus "militantes" o que traziam como mensagem.

Por sinal, amanhã estarão novamente se reunindo em um ato pacífico. Aí vai o aviso que está girando pela web:


Demain Samedi 4 Avril à 15H, manifestation pacifique devant Notre Dame de Paris en soutien à notre Saint Père. Tous les réseaux catholiques seront mobilisés et unis pour défendre nos convictions et nos valeurs. Nous constituerons un cordon humain devant la Cathédrale pour défendre symboliquement notre lieu de culte.
De nombreux médias seront présents pour relayer notre message.
ACT'HOPE
Geoffroy de Varenne
Frédéric d'Orval
Sophie Marin.


A "leggenda nera" de Pio XII em xeque


Mais um livro contestando a imagem de Pio XII como "o papa de Hitler" é editado: In defesa di Pio XII. Le ragioni della storia, organizado por G. M. Vian (Marsilio editrice). Composto de vários artigos, o livro traz entre seus escritores estudiosos de vários matrizes culturais, inclusive dois judeus. Segundo Magister, a "leggenda nera" sobre Pio XII teve seu ápice nos anos 1960 e iniciou-se já no início do pontificado de Pacelli, em 1939, com críticas dos "católicos-sociais" Emmanuel Mounier e Jacques Maritain. No pós-guerra, quem fez o papel propagador da imagem negativa de Pio XII foi a URSS. Ocorre um esforço enorme para se chegar à verdade sobre este papado. É o que todos desejamos. Melhor, nem todos...

Vattimo: "o cristianismo nos deixa como herança precisamente o liberalismo e a laicidade"


Gianni Vattimo: Liberdade. Uma herança do cristianismo


Em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line, o filósofo italiano Gianni Vattimo fala sobre a necessidade da religião para uma sociedade laica e liberal e afirma que “sociedade liberal e sociedade laica são resultados de uma pertença religiosa da qual nos libertamos aos poucos, conservando, no entanto, muitos traços dela, que constituem seu sustento”.


Em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line, o filósofo italiano Gianni Vattimo afirma que “sociedade liberal e sociedade laica são resultados de uma pertença religiosa da qual nos libertamos aos poucos, conservando, no entanto, muitos traços dela, que constituem seu sustento”. Ao defender a importância da liberdade e de sua relação com a Igreja, ele declara que “o cristianismo nos deixa como herança precisamente o liberalismo e a laicidade; trair estes valores, como frequentemente fazem as igrejas, significa trair a própria religiosidade”. E completa: “Eu sinto como dever cristão ajudar a Igreja a se libertar destes resíduos de poder temporal e a se tornar uma verdadeira defensora da liberdade”.

Estudioso do pensamento de Nietzsche, Heidegger e Gadamer, Vattimo é conhecido como o mentor do "pensamento fraco". De sua produção intelectual, destacamos, Credere di credere (Milano: Garzanti, 1996), O fim da modernidade: niilismo e hermenêutica na cultura pós-moderna (São Paulo: Martins Fontes, 1996) e Depois da cristandade. Por um cristianismo não religioso (São Paulo: Record, 2004).

Gianni Vattimo estará na Unisinos no próximo dia 15 de setembro, quando irá ministrar a conferência “A narrativa de Deus na sociedade pós-metafísica. Possibilidades e impossibilidades”, durante o Simpósio Internacional Narrar Deus numa sociedade pós-metafísica. Possibilidades e impossibilidades, promovido pelo IHU.

IHU On-Line - O senhor defende um espírito religioso na história e argumenta que sem isto não existe uma verdadeira república. Por que e em que sentido a religião se torna importante para garantir a existência de uma sociedade laica e liberal?

Gianni Vattimo - Convenço-me sempre mais de que, no espírito religioso, há um componente de “nostalgia”, como quando se festeja o Natal, recordando a nossa infância, as orações aprendidas da voz da mamãe. A religiosidade é sempre, em certo sentido, uma “origem”, um passado que nos marca, como um patrimônio do qual vivemos consumindo-o, transformando-o, secularizando-o. Este passado serve para construir uma sociedade liberal? Direi que sim. Como escreve Nietzsche: “ainda é preciso ter sido religioso...”; sociedade liberal e sociedade laica são resultados de uma pertença religiosa da qual nos libertamos aos poucos, conservando, no entanto, muitos traços dela, que constituem seu sustento. É preciso ter uma religião ou uma família para trair, para poder ser verdadeiramente livre. É como se cada um de nós devesse, para tornar-se liberal, retraçar em si a história da secularização: ontogênese que repete a filogênese, ou como a Fenomenologia do espírito, de Hegel...

IHU On-Line - Quanto ao espírito religioso, quais são os ensinamentos que ele oferece à sociedade ocidental? Como pode contribuir para uma ética na política?

Gianni Vattimo - Não creio que se possa falar do espírito religioso em abstrato. Só posso falar dele em referência à minha – nossa – herança religiosa: cristianismo, judaísmo etc. É verdade que, na religiosidade, como a aprendemos do Cristianismo, há aquilo que Schleiermacher chamava de “o puro sentimento da dependência” – sou criatura, provenho de, não me criei por mim... Será este um traço universal da religião? Não estou seguro de que posso afirmar isso. Por exemplo, o sentido do sagrado, como o descreve Rudolf Otto (numinosum, fascinans, tremendum), já me parece um tanto diferente. Se eu penso no cristianismo e em suas origens judaicas, direi que o que a nossa religião tem a ensinar à política é o espírito de caridade, ou também o que Schopenhauer chamava de altruísmo, a vitória sobre a vontade de sobrevivência a todo custo etc.

IHU On-Line - Sobre questões polêmicas como a pena de morte, o aborto e a eutanásia, por exemplo, Estado, Igreja e diversas religiões entram em conflito devido a ideologias opostas. Neste sentido, como deve prosseguir a relação entre Estado, Igreja e religiões? Como garantir a liberdade em momentos de conflito?

Gianni Vattimo – Precisamente, o liberalismo que herdamos da secularização cristã oferece uma guia neste caso: o valor da pessoa humana (também os cabelos de vossa cabeça estão contados, diz Jesus...) é a liberdade. Não há “verdade” objetiva ou valor supremo que esteja acima disto (Que dará o homem em troca da alma – ou seja, de sua liberdade?). O Estado deve funcionar segundo leis que tenham o consenso exclusivamente em sua base – e, naturalmente, isto é sempre um efeito a ser ainda aperfeiçoado, pois todos nascemos numa ordem social já dada que, no entanto, devemos ter o direito e os modos de modificar, reconstruir, por em discussão. Uma Igreja é a comunidade dos crentes que se reúnem para rezar e exercitar de todas as formas o amor de Deus e do próximo. Como cidadãos, agirão na política segundo aquilo em que creem. Mas, pelo mesmo respeito à liberdade que devem ter aprendido de seu patrimônio cristão, eles respeitarão esta liberdade de todos. O cristianismo nos deixa como herança precisamente o liberalismo e a laicidade; trair estes valores, como frequentemente fazem as igrejas, significa trair a própria religiosidade.

IHU On-Line - O que deveria fazer parte da relação entre Estado e Igreja? Como estas instituições podem ajudar no sentido de construir uma sociedade mais solidária e ética?

Gianni Vattimo - Estado e Igreja não são duas essências estáticas, são instituições históricas que mudam e se transformam. Hoje, em geral, no mundo cristão-ocidental, a relação tende a se configurar frequentemente como um conflito: a Igreja (falo também e, sobretudo, da italiana) exercitou na história da Europa e do Ocidente um poder também temporal que tinha suas razões (a queda do Império romano, a necessidade de certa autoridade estável), as quais hoje são obstáculos à liberdade. Eu sinto como dever cristão ajudar a Igreja a se libertar destes resíduos de poder temporal e a se tornar uma verdadeira defensora da liberdade.

IHU On-Line - Por que, a seu ver, independente de religiões ou crenças, a humanidade carece de ações de caridade?

Gianni Vattimo - Entrará aí o “pecado original”? Eu tendo a identificar o mal com o domínio, a vontade de opressão, o instinto da posse, que parecem depender da vontade de conservar-se e intensificar a própria vida. A ideia de que haja uma vida além da morte, ou, de certo modo, um sentido da história que não se identifica com a minha existência individual no mundo, deve funcionar como um limite à violência. A humanidade, como a conheço, é assim, não sei se dependeria do pecado de Adão (mas, também este, de onde vinha?). O que posso fazer é procurar limitar, em mim e no mundo, a violência que se exerce por toda parte.

IHU On-Line - Se cada ser humano tem uma percepção pessoal sua sobre vida, morte, moral, costumes, que leis devem reger este Estado laico? Na prática, é possível separar domínio público e domínio privado? Como garantir a dignidade humana de escolha?

Gianni Vattimo - Também aqui não creio que haja soluções universais. Há jogos de forças históricas, que deveriam se voltar para o respeito da liberdade de escolha de cada um, a fim de que esta não lese a igual liberdade de todos. Liberalismo, mais uma vez, com a consciência de que não existe jamais, estaticamente, uma ordem da liberdade, pois ela é sempre de novo conquistada. A existência, como ensinava Heidegger, é sempre projeto, jamais conservação de uma ordem ideal.

IHU On-Line - Também se muitos percebem o secularismo (ou a secularidade) como uma oportunidade a fim de que a religião volte a viver no coração dos homens, e não como um trabalho anti-religioso, como o senhor percebe o diálogo entre os cristãos e esta pluralidade de religiões?

Gianni Vattimo - Creio que o encontro com outras religiões, como com outras visões filosóficas do mundo ou outras morais, me constrinja utilmente a tomar consciência da finitude de minha colocação histórica. Posso ser sinceramente crente e sinceramente relativista? Creio que sim, e até creio dever sê-lo. Estou sempre disponível a ser desmentido. Naturalmente, para resistir nesta condição, devo ser aquilo que Nietzsche chamava de “um super-homem”, mas Jesus o chamaria somente de um homem caritativo, que mantém a porta de sua casa aberta a todos.

Reflexos de Nínive


Estava pensando ontem sobre minhas mazelas, já que estamos na Quaresma. Não deixo de fazer isso recorrentemente, mas dessa vez, ao abrir a Bíblia em alguma página para leitura meditativa caí no livro de Naum, no qual narra a queda de Nínive:

"Todas as tuas fortalezas são figueiras,
carregadas de figos maduros;
à menor sacudida caem
numa boca voraz.
Olha tuas tropas:
só há mulheres em teu meio
As portas de tuas terras estão escancaradas
para teus inimigos:
o fogo devorou tuas trancas.
Tira água para o assédio, reforça tua defesa,
vai pela lama, rebolca-te no barro,
segura o molde de tijolos!
É aí que o fogo te devorará,
que a espada te eliminará; - como gafanhotos,
te devorarão" (3, 12)

As palavras de Naum parecem ser destinadas não só aqueles habitantes de Nínive, mas a todos os homens de todos os tempos, pois, cada qual em seu tempo e lugar, temos por esta cidade a natalidade de nossa fraqueza em repelir o mal. Nossas quedas constantes. O mal se manifesta a todos, e às vezes somo nós mesmos seus instrumentos. E somos presas fáceis na medida em que nossas "trancas" foram derretidas pelo fogo e nossas portas estiverem abertas. Tal texto levou-me à mais profunda tristeza, aquela na qual nos faz saber dos nosso limites frente ao mal que nos assola... Todos nós descendemos de Nínive!

Mons. Vingt-Trois fala

Mgr André Vingt-Trois, presidente da Conferência Episcopal Francesa, criticou abertamente a Cúria Romana em reunião em Lourdes, denunciando "'dysfonctionnements évidents des services concernés' dans la gestion romaine de l'affaire Williamson." Além do mais, Vingt-Trois criticou a mídia: "Les coups de vent (…) ont été particulièrement violents ces derniers temps», a-t-il reconnu. Évoquant toutes les affaires récentes - Williamson, l'avortement au Brésil, la polémique sua la phrase du Pape en Afrique -, il a parlé d'«ouragan médiatique» et de «soubresauts de notre vie ecclésiale». A matéria completa no Le Figaro.

Wojtyla beato

Bento XVI reza pela beatificação de João Paulo II. é o que nos diz matéria do Corriere. A notícia ressoa informação já dada por aqui. Segundo Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, surgem mais relatos de milagres ocorridos por intercessão de Wojtyla.