Heitor Cony defende liberdade da Igreja

"Direito e dever
RIO DE JANEIRO - Como freqüentemente acontece com qualquer tipo de debate, a questão sobre as pesquisas com células-tronco está futebolizada -uma versão plebéia do velho e desgastado maniqueísmo, que demoniza a opinião contrária, atribuindo-a aos baixos instintos da humanidade, responsáveis por tudo o que acontece de ruim na história.O satã de plantão é a Igreja Católica e alguns de seus adeptos, que não aprovam as pesquisas sobre um assunto em que a ciência ainda não deu sua palavra final, uma vez que não chegou a determinar o ponto exato do começo da vida humana. A própria ciência percorre um caminho muitas vezes errado. De 50 em 50 anos, até em ciências exatas, como a física, as verdades são modificadas. O caso mais visível envolve dois gênios, Newton e Einstein.O ministro do STF que pediu vista do processo naquela Corte está sendo crucificado pelo fato de ser católico praticante, um direito que lhe assiste. Se a questão envolvesse homossexuais, liberdade de culto para as seitas afrobrasileiras, um magistrado que fosse homossexual ou adepto da umbanda não seria acusado de estar vendido ao movimento gay nem pressionado pelos diversos terreiros existentes. Teria reconhecido o direito de ter sua opinião -e seria até mesmo elogiado por isso[...]"

2 comentários:

Ecclesiae Dei disse...

Realmente. Chegamos a um ponto de tal perseguição que o simples fato de ser católico praticante é visto como um ultraje. Vejo isso como uma enorme ignorância da sociedade com relação às opiniões da Igreja... aliás, a imprensa só atrapalha nesse sentido, publicando meias-verdades e grandes-mentiras quando se refere à Igreja.

Andrea disse...

É verdade, basta dizer que é católico que você já fica sendo mal visto por algumas pessoas por aí...bem, algumas não, muitas! Infelizmente. Daí se você tenta defender uma causa, ou algo assim, perde terreno porque é julgado como parcial por ser religioso, católico. Ora, ora! Que tempos difíceis!

Muito bom esse texto.

Abraço!